Jornal RBS e AN: "Ministério Público denuncia Eurides dos Santos por desvio de recursos público da Prefeitura Municipal de Barra Velha"



A investigação sobre a explosão do caminhão carregado com fogos de artifício no último dia de 2010, em Barra Velha, ainda não acabou. Mas o Ministério Público da cidade abriu mão do inquérito policial para antecipar a denúncia contra duas pessoas.


O secretário de Assuntos Jurídicos do município, Eurides dos Santos, é acusado de participar do planejamento de um projeto de rodeio com a intenção de desviar parte da verba liberada pelo governo do Estado para a execução de rodeio e também responsabilizado pela promotora pela explosão que deixou duas pessoas mortas e uma gravemente ferida.

O Ministério Público sugere ainda que houve superfaturamento na compra dos explosivos porque o projeto do rodeio orçou a queima de fogos em R$ 25 mil – e não incluía a queima na festa planejada para o Ano-novo.

A cópia de um contrato de compra entre a Prefeitura e a empresa dona dos fogos de artifício foi anexada à denúncia, indicando que o gasto foi de R$ 4.398. Para o Ministério Público, o documento comprova a ligação da Prefeitura com a explosão que deixou dois mortos e uma pessoa hospitalizada.

Desde que o caso veio à tona, Eurides nega qualquer envolvimento da Prefeitura com o rodeio ou com os fogos que causaram o acidente. O responsável pelo projeto do rodeio, João Carlos Bordin, denunciado pela promotora por desvio de verba, garante que só conheceu Eurides às vesperas do evento e não teve qualquer vínculo com os planos para a queima de fogos no Réveillon.


“Isso tudo aconteceu (a investigação) por causa da explosão, mas não tive envolvimento algum com a queima de fogos. E como alguém pode comprovar um desvio se as contas ainda estão sendo pagas?”, questiona Bordin, presidente do Instituto de Desenvolvimento Social e Cultural (Idesc) e organizador do rodeio – o evento ocorreu entre os dias 26 e 29 de dezembro, na areia da Praia Central de Barra Velha, com orçamento de R$ 280 mil.


Segundo a promotora Luciana Schaefer Filomeno, R$ 130 mil acabaram desviados por Eurides e Bordin. A denúncia ainda afirma que a Prefeitura desembolsou mais de R$ 4 mil para comprar os fogos de artifício usados naquele rodeio. O mesmos fogos, conforme a denúncia, também foram separados para a festa de Réveillon da cidade.


Fonte: RBS e AN

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